sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Revista Triathlete de Março 2012

Agora você tem o que ler no Carnaval. Boa folia...!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Brick-Training Incorporando a Proporcionalidade com as Distâncias do Ironman e a Razão Áurea Entre os Tempos das Etapas


Para que se possa entender como esta minha observação empírica, descrita no post anterior e que coloca em proporção áurea os tempos de bike e corrida que ocorreria a nível profissional no Ironman do Hawaii, pode-se montar um treino com todas essas premissas. Exemplo:

Treino: 90 km de bike + 21,1 km de corrida.

A primeira premissa é que o treino deve guardar a proporcionalidade com a distância da prova a realizar. Neste caso, escolhi obviamente a metade das distâncias. Poderíamos montar um treino com 100km/23,3km ou 50km/11,6km.

A segunda premissa é que o tempo de bike que o atleta acabou de fazer deve ser usado como parâmetro para calcular o tempo em que ele deve realizar o treino de corrida logo em seguida. O objetivo aqui é incorporar o fitness atual do atleta e as eventuais condições em que o treino de bike se realizou e que se traduz no tempo gasto para percorrer a distância. Enfim, é o princípio da individualidade de cada atleta sendo levado em conta. Vamos supor que o atleta tenha realizado os 100km em 2h56min (média de 34km/h). Estes parâmetros são facilmente obtidos nos mais simples ciclo-computadores disponíveis no mercado.

A terceira premissa, como já adiantado acima, é que este tempo seja o principal parâmetro para determinar o tempo total do treino (desconsiderando a transição). É aí que entra a proporção áurea, constatada empiricamente entre os triatletas profissionais no IM do Hawaii. Neste sentido, o cálculo é bem simples: basta multiplicar pela constante ϕ, de valor aproximado 1,618.

Tempo total do treino = 2h56min * 1,618 = 4h44min.

Daí se deduz facilmente, por simples subtração, que o atleta deve realizar os 21,1km da segunda parte do treino em:

Tempo-alvo do treino de corrida = 4h44min – 2h56min = 1h48min (5:07/km).

Esta “metodologia” é, a meu ver, bem consistente, pois leva em conta:

- a especificidade do treino em relação à prova-alvo, tanto em termos da proporcionalidade das distâncias quanto pelo fato de serem realizados em sequência;
- o condicionamento físico atual do atleta que se traduz no tempo gasto para realizar a primeira perna do treino, alem de compensar condições adversas como vento ou chuva; e
- o tempo projetado para a corrida, com base na proporção áurea, não é arbitrário, mas foi constatado empiricamente em condições reais de prova com atletas de alto nível, em condições normalmente desafiadoras de vento e temperatura.

Poderíamos argumentar que, por serem profissionais, as proporcionalidades resultantes não são realistas para amadores. O contra-argumento aqui é que o tempo projetado para a corrida é dependente do tempo de bike; se o atleta não estiver em boa forma, seu tempo de bike será alto e, consequentemente, o tempo projetado para a corrida também o será, redundando em um treino compatível com as condições do atleta. Além disso, a constante ϕ é universal e invariante com relação a diferentes sistemas biológicos.

Consideremos uma situação em que o atleta esteja bem treinado para a bike (seja um ciclista profissional e não um triatleta amador). Neste caso, seu tempo de bike será excelente comparado ao triatleta amador, mas ele logo constatará que o tempo a ele sugerido pelo método para a corrida é irreal para suas atuais condições. Isto mostra que ele está desbalanceado para ser um triatleta.

Consideremos agora o inverso: um atleta que é um excelente corredor, mas está com condicionamento ruim para o ciclismo. Neste caso, seu tempo de bike será alto, redundando num tempo igualmente alto para a corrida, e que para o atleta será considerado fácil. Isso significa, no entanto, que ele está “mal na bike”. 

Logo, conclui-se que a intenção é progredir com equilíbrio, de forma que as duas pernas sejam igualmente desafiadoras, mas equilibradas. Afinal de contas, no triathlon, o atleta precisa aprender a pedalar para correr bem logo depois, e este treino o ensinará como alcançar este equilíbrio através da prática.

O objetivo é, portanto, de progresso, correção de desbalanceamentos e busca do feeling de equilíbrio com a evolução dos treinamentos. A proporção áurea constitui, nesse sentido, uma invariante que permite aos sistemas naturais, em seu processo de auto-organização e aperfeiçoamento, encontrar uma estrutura harmoniosa, um regime estável para sua existência e estabilidade funcional.

E aí.....?  Faz sentido....?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Proporção Áurea do Triathlon


Minha intenção aqui é passar uma constatação intrigante, de natureza metafísica e fascinante para mim, entre a matemática, as artes e o triathlon. Talvez muitos de vocês já tenham ouvido falar da constante real algébrica irracional simbolizada pela letra ϕ (Phi) e cujo valor é, aproximadamente, 1,6180339887... . Este valor, na realidade, pode ser gerado a partir de uma proporção chamada de proporção áurea, razão áurea, divina proporção ou (em inglês) golden ratio. Mas o que é isso? A explicação matemática está abaixo:


Em outros termos, duas quantidades estão em proporção áurea se a razão entre a soma das quantidades pelo valor da maior delas é igual à razão da maior quantidade pela menor. Desde a mais remota antiguidade esta razão é usada na arte, na arquitetura, na geometria, na música e na pintura, entre outros domínios. Mais modernamente, vemos seu uso no design, no desenho industrial, nas finanças e por aí vai. Não deixe de ver na Wikipedia como é fascinante essa história. Trata-se de um paradigma construtivo que proporciona beleza e harmonia de formas, sendo constatada inclusive sua existência no domínio biológico.

Mas o que isso tem a ver com o triathlon? O que eu percebi, analisando alguns dos principais resultados do IM do Hawaii, é que se pode atribuir uma proporção áurea entre os tempos de bike e corrida, sendo "a" correspondente ao tempo de bike e "b" ao tempo de corrida.

Comecemos pelos recordes isolados das modalidades. Temos para a corrida, o tempo de Mark Allen em 1989, com 2:40:04. Para a bike, temos o tempo de Norman Stadler em 2006, com 4:18:23. Podemos observar aproximadamente que 2:40 X 1,618 ≈ 4:18 ..! É claro que até hoje nenhum atleta conseguiu fazer uma prova com o melhor dos tempos das duas modalidades (quem sabe um dia?). Nessas provas os tempos foram: para Allen,  4:37:52 com 2:40:04; para Norman, 4:18:23 com 2:55:03.

Voltando agora para um exemplo real, vejamos os tempos do recorde do percurso, de 8:03:56, conseguido em 2011 por Craig Alexander. Os tempos dele foram: para a bike, 4:24:05, e para a corrida, 2:44:03. Novamente, temos 2:44 X 1,618 ≈ 4:25 ..! Isto significa que o atleta vem melhorando, baixando seus tempos numa proporção especial que tem como limite os recordes. É um progresso “perfeitamente estético” e que obedece a uma lei natural, quase metafísica, do homem como medida das coisas.

É claro que tais conjecturas foram aplicadas ao IM do Hawaii, com suas peculiaridades de percurso. Vejamos,  “para fugir das ilhas”, o recorde mundial de Marino Vanhoenacker, IM Austria em 2011. A fera mandou o tempo incrível de 7:45:58, com o par bike-corrida de 4:15:37 com 2:39:24. Fazendo as contas, temos 2:39 X 1,618 ≈ 4:17.

O que fica disso? Que as coisas são muito interligadas entre o homem e a natureza e que o atleta pode projetar uma linha de progresso no esporte com base em proporções ditas “naturais”, meio que fora do domínio das ciências esportivas.  Por uma linha de raciocínio dessas, se um triatleta almeja uma maratona (a “fronteira final”) de 3:30, ele deve possuir um fitness capaz de fazer os 180 km em 3:30 X 1,618 ≈ 5:39. 

Bom, no fim das contas, para nós triatletas, qualquer nova dica é, antes de tudo, motivação. Fica aqui um pulga atrás da orelha dos treinadores, hahaha... Bons treinos!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Revista Triathlete Fev/2012

Já está no "ar" neste link. Aproveite.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Volta das "Férias"

Se é que se pode dizer assim. Fui para a Disney e fiz aquela maratona com minhas filhas por todos os parques, por todas as fotos, por todas as guloseimas, por todas as compras e por todo aquele rush nos aeroportos (é o mais radical..). Como disse, ainda fiz o Desafio da Pateta:

Meia-Maratona (07/01): 1:53:14, posição 1932 na geral e 179 na faixa 45-49;
Maratona (08/01): 3:55:39, posição 1663 na geral e 176 na faixa 45-49.

Ambas as corridas são muito lotadas, com muitas curvas, subidas e descidas por dentro das trilhas dos parques e com a presença de muitos personagens ao longo do percurso. Em um aspecto, é um treinão para o Iron: você acorda às 03:00, num frio de rachar (coisa de 5°C) e larga às 05:35. Fica um pouco difícil se alimentar legal e ir ao banheiro antes de sair para a prova. Além disso, a gente fica mais ou menos uma hora em pé, naquele frio, esperando a largada.
Mas a prova compensa. Fui com uma camisa da Kamel com o nome do Brasil nas duas corridas e fui muito cumprimentado pelo pessoal que fica ao longo de todo o percurso motivando a galera. Interessante: aquele cansaço esperado surgiu na primeira parte da maratona, mas depois o ritmo encaixou e fui bem. Talvez porque o dia amanhece e a temperatura sobe, dando aquele ânimo necessário (mas a meia-maratona é quase toda no escuro e com muito frio). Pelo km 30, me livrei de uma camisa de manga que estava por baixo e de uma touca e fui até o final só de camiseta e luva (sem essas nas mãos, não dá). Resumo da ópera? Vale muito a pena!!




domingo, 1 de janeiro de 2012

Sinalização para Bikes: Fantástico..!

Olhe só este vídeo de um novo produto para dar mais segurança aos night-bikers. Maneiríssimo.

video

Seidade


Escrever é ordenar as obsessões. Poucas coisas são tão prazerosas para mim quanto estar aqui, absorto do mundo à minha volta, concentrado em mim mesmo e em meus pensamentos, escrevendo. Na realidade, esta é uma das poucas horas em que consigo pensar com clareza o que fazer com o resto do meu tempo. Trata-se de um pequeno momento de felicidade que independe do que está acontecendo: é alegre por si mesmo.
Hoje em dia, o mundo chega muito rapidamente até nós. As experiências e informações são tantas que a gente quase se desliga de nós mesmos, em razão da avalanche de sensações e pensamentos inúteis que surgem incessantemente. Reflexão e empatia são processos mentais naturalmente lentos e que a neurótica vida diária está nos privando. Precisamos ser excêntricos (ou seja, ter o nosso próprio centro) e pensarmos sobre nós mesmos com maior claridade emocional e moral. Só assim poderemos trazer algo de útil de nós para as pessoas que nos são queridas.
Por isso, quando estiver treinando - e o que é o esporte senão um gasto ordenado de energia, uma "obsessão" do atleta? - pense que aquele momento é basicamente tão solitário quanto escrever e representa uma oportunidade única para o autoconhecimento. Procure voltar dele uma pessoa cada vez melhor para os que te cercam. Uma pessoa cada vez mais capaz de discernir não o que é novo e que chega a toda hora, mas o que é essencial na vida.
Feliz 2012...!