domingo, 15 de janeiro de 2012

Volta das "Férias"

Se é que se pode dizer assim. Fui para a Disney e fiz aquela maratona com minhas filhas por todos os parques, por todas as fotos, por todas as guloseimas, por todas as compras e por todo aquele rush nos aeroportos (é o mais radical..). Como disse, ainda fiz o Desafio da Pateta:

Meia-Maratona (07/01): 1:53:14, posição 1932 na geral e 179 na faixa 45-49;
Maratona (08/01): 3:55:39, posição 1663 na geral e 176 na faixa 45-49.

Ambas as corridas são muito lotadas, com muitas curvas, subidas e descidas por dentro das trilhas dos parques e com a presença de muitos personagens ao longo do percurso. Em um aspecto, é um treinão para o Iron: você acorda às 03:00, num frio de rachar (coisa de 5°C) e larga às 05:35. Fica um pouco difícil se alimentar legal e ir ao banheiro antes de sair para a prova. Além disso, a gente fica mais ou menos uma hora em pé, naquele frio, esperando a largada.
Mas a prova compensa. Fui com uma camisa da Kamel com o nome do Brasil nas duas corridas e fui muito cumprimentado pelo pessoal que fica ao longo de todo o percurso motivando a galera. Interessante: aquele cansaço esperado surgiu na primeira parte da maratona, mas depois o ritmo encaixou e fui bem. Talvez porque o dia amanhece e a temperatura sobe, dando aquele ânimo necessário (mas a meia-maratona é quase toda no escuro e com muito frio). Pelo km 30, me livrei de uma camisa de manga que estava por baixo e de uma touca e fui até o final só de camiseta e luva (sem essas nas mãos, não dá). Resumo da ópera? Vale muito a pena!!




domingo, 1 de janeiro de 2012

Sinalização para Bikes: Fantástico..!

Olhe só este vídeo de um novo produto para dar mais segurança aos night-bikers. Maneiríssimo.

video

Seidade


Escrever é ordenar as obsessões. Poucas coisas são tão prazerosas para mim quanto estar aqui, absorto do mundo à minha volta, concentrado em mim mesmo e em meus pensamentos, escrevendo. Na realidade, esta é uma das poucas horas em que consigo pensar com clareza o que fazer com o resto do meu tempo. Trata-se de um pequeno momento de felicidade que independe do que está acontecendo: é alegre por si mesmo.
Hoje em dia, o mundo chega muito rapidamente até nós. As experiências e informações são tantas que a gente quase se desliga de nós mesmos, em razão da avalanche de sensações e pensamentos inúteis que surgem incessantemente. Reflexão e empatia são processos mentais naturalmente lentos e que a neurótica vida diária está nos privando. Precisamos ser excêntricos (ou seja, ter o nosso próprio centro) e pensarmos sobre nós mesmos com maior claridade emocional e moral. Só assim poderemos trazer algo de útil de nós para as pessoas que nos são queridas.
Por isso, quando estiver treinando - e o que é o esporte senão um gasto ordenado de energia, uma "obsessão" do atleta? - pense que aquele momento é basicamente tão solitário quanto escrever e representa uma oportunidade única para o autoconhecimento. Procure voltar dele uma pessoa cada vez melhor para os que te cercam. Uma pessoa cada vez mais capaz de discernir não o que é novo e que chega a toda hora, mas o que é essencial na vida.
Feliz 2012...!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Consistência

Uma rotina de treinamento é só um meio, e não parte integrante do treinamento em si mesmo. É através da prática constante desta rotina que você se aproxima da perfeição, não do treinamento, mas de um estado puro de presença e de vontade consciente. É uma diferença sutil, mas muito importante. Na frase "ter rotina é acostumar-se a treinar", treinar não é, acostumar-se a é...!
Em outras palavras: treinar não é nada mais que acostumar-se à prática do treinamento. À medida que se pratica a rotina, o desejo de treinar surge mais naturalmente. Treinar não é uma coisa que você pode "fazer". É uma prática que tem que acontecer espontaneamente, uma vez aperfeiçoada a rotina. Isso é consistência.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Treinar é Entender

Treinar a mente não significa de maneira alguma subjulgá-la à força ou fazer uma lavagem cerebral. Não se trata de brigar com ela, discordando do que ela está sugerindo, brigando com as emoções e sensações que aparecem ou mesmo gritando consigo mesmo.
Treinar a mente significa perceber direta e concretamente como ela funciona com você. Entender como e quando ela entra em cena durante os treinos e o que acontece com você nesses momentos. Daí, aos poucos, a gente passa a tratá-la de forma mais hábil, usando-a em nosso benefício, nos momentos fáceis e difíceis dos treinos, e não deixando que ela apague aquela chama que está no coração de nós atletas, aquela emoção que nos leva e que toma conta de nós pela alegria da ação esportiva.
E se nós não mantivermos essa chama acesa em nossos corações, não seremos nós nossos próprios enganadores?

Ir Mais Longe

Há muito valor em ir um pouco mais longe em um treino ou prova. É uma oportunidade para estabelecer um novo patamar; uma nova visão de si; um novo valor. E aqueles que procuram por isso quase que sentem o que precisam fazer - e organizar - para criar estas oportunidades.
Trata-se, simplesmente, de adaptação e prazer. Adaptação às respostas físicas e emocionais que o desconforto da experiência nos exige: Paciência e Força. O prazer é opcional. Só cabe a você acreditar que aquela experiência é única, porém sem aquela excitação ou preocupações que cercam muitos por aí. Isso é Fluidez
Mais uma coisa: você não treina sozinho. Tem uma "pessoa" todo tempo ao seu lado que é a sua mente. E que companheiro você prefere? Aquele chato, cheio de energias negativas e parasita, ou um que lhe ajude (racional e emocionalmente) e lhe motive o tempo todo? Embora haja alguns que prefiram o primeiro, é bem melhor você sempre treinar o mental para que o segundo seja o cara que apareça no dia da prova. Para falar a verdade, o primeiro jamais fura! E, às vezes, vem sem ser convidado...!
Paciência, Força, Fluidez. Mergulhe integralmente na experiência de ir um pouco mais longe e você emergirá com uma visão mais leve da vida e de você mesmo. O sucesso dos outros em suas próprias "esticadas" não podem ser comparados aos seus. Defina o seu sucesso com base nas suas experiências, nas suas dificuldades e no valor que você tira dele para a sua vida, o que é o mais importante: talvez, a única coisa que importe, afinal.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Esporte: Um Ligador

O esporte é um agente vinculante, como o são (em muito maior grau): Deus, a Natureza, o Acaso, a Sorte e o Destino. São eles que, de acordo com suas essências, criam ligações, apego, afeição e amor. Adornam nossas mentes; preenchem nossas almas com sentido e harmonia e nos tornam fertéis para várias sementes. São eles que organizam a matéria de várias maneiras; que vivificam, cuidam e ativam; que ordenam, governam e atraem todas as coisas em nossas vidas. São eles que movem, revelam, iluminam, purificam e completam todas as coisas.
Assim, todos temos um força interna, uma mão que vincula, que é orientada para nossas afeições, de múltiplas maneiras. Portanto, um atleta vincula e vincula-se com seu esporte, porque o desempenho atlético é a excelência do atleta.
Até pessoas ignorantes podem ver a beleza das coisas naturais e criadas, embora não possam ao mesmo tempo entender e admirar o talento que gera todas elas. Para pessoas como essas "as estrelas não falam da glória de Deus". Em vez disso, infelizmente despejam suas afeições não na essência, mas apenas em seus efeitos.